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domingo, 15 de julho de 2012

VAMOS COMEMORAR HOJE DO DIA DOS HOMENS NO BRASIL!!!


Após alguns anos finalmente vem o reconhecimento e a comemoração do DIA DOS HOMENS NO BRASIL! (O Dia do Homem no Brasil é celebrado em 15 de julho. A data, criada pelo médico Jerome Teelucksingh, de Trinindad e Tobago, em 1999, com apoio da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Saúde (UNESCO), foi estabelecida para estimular a população masculina a cuidar da saúde. Internacionalmente comemora-se no dia 19 de novembro).



Agradeça seu tataravô, bisavô, avô... sem eles você não existiria, pois seu pai não teria nascido e contribuído pelo seu nascimento, independente se seu pai é um bom, mau, ausente, presente, vivo, falecido, desconhecido, ... não importa...sem o consentimento desse HOMEM você não estaria aqui hoje. Eles podem não ter o papel fundamental das mães, avós, bisavós e tataravós, mas têm seu papel importantíssimo na vida de cada um de nos.


Muitos enfrentam a crise de ter que provar diante da sociedade que é mantenedor do sustento da família, e tornam-se vergonha diante da sociedade quando são ajudados ou sustentados por suas esposa...isso é tabu, pois o verdadeiro significado de Família e do Casal é de um ajudar o outro, independente de quem ganha mais!

Desde a antiguidade a luta diária do HOMENS era caçar animais para o sustento da família, portanto isso é inato, vem dos nossos ancestrais, então não se zanguem por eles estarem mais ausente por trabalharem demais, viajarem, ou estarem sempre cansado... portanto mulheres vamos reverenciar esses “Seres” tão especiais que fazem parte de nossas vidas, seja como filho, marido, irmão, pai, tio, avô, bisavô ou tataravô...

FELIZ DIA DOS HOMENS!!!


E mulheres agradeçam a Deus por terem ao seu lado uma pessoa a qual pode se orgulhar pelas qualidades que somente os HOMENS possuem!

Um forte abraço e não esqueçam de abraçar e dar um beijo nos HOMENS de sua vida hoje!!!


 
Renata Milazzotti
Psicóloga Clínica e Orientação Profissional
CRP 06/65865
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sábado, 21 de abril de 2012


PESSOAS COM ALZHEIMER SOFREM MUDANÇAS CEREBRAIS ANTES DE PERDA DE MEMÓRIA.

As pessoas que desenvolvem o mal de Alzheimer exibem mudanças na estrutura do cérebro anos antes de demonstrarem sinais de perda de memória, destaca um estudo americano.
A descoberta pode permitir aos médicos identificar as pessoas com risco de desenvolver os problemas cognitivos que levam à devastadora enfermidade cerebral.
A pesquisa baseou-se em um pequeno estudo com 136 pessoas acima de 65 anos, que foram submetidas a análises cerebrais e testes cognitivos regularmente, durante um período de cinco anos.

Ao final do estudo, 23 voluntários haviam desenvolvido uma condição conhecida como perda cognitiva leve (MCI) e, entre eles, nove desenvolveram o mal de Alzheimer, um distúrbio cerebral progressivo.
Quando os cientistas compararam as imagens cerebrais das 23 pessoas que desenvolveram problemas de memória com os 113 voluntários que não registraram os problemas, descobriram que o primeiro grupo tinha menos matéria cinzenta em áreas do cérebro vinculadas à memória que o segundo grupo, mesmo quando o funcionamento do cérebro era normal.
"Descobrimos que as mudanças na estrutura cerebral estão presentes em pessoas clinicamente normais uma média de quatro anos antes do diagnóstico de MCI", disse Charles Smith, autor do estudo e especialista em memória e envelhecimento da Universidade Kentucky Medical Center em Lexington.
"Sabíamos que as pessoas com MCI ou mal de Alzheimer tinham menos volume cerebral, mas não sabíamos se estas mudanças nas estruturas cerebrais existiam e em até que grau, antes que começasse a perda de memória", acrescentou.

Além disso, os indivíduos que desenvolveram problemas de memória tinham pontuações menores nos testes cognitivos no início do estudo, embora os resultados tivessem ficado dentro dos parâmetros de normalidade.

Pesquisas da France Presse, em Chicago.O estudo foi publicado na edição desta terça-feira do "Neurology", periódico científico da Academia Americana de Neurologia.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

TERAPIA DO ELOGIO

Renomados terapeutas que trabalham com famílias, divulgaram uma recente pesquisa onde nota-se que os membros das famílias brasileiras estão cada vez mais frios: Não existe mais carinho, não valorizam mais as qualidades e só se ouvem críticas.

As pessoas estão cada vez mais intolerantes e se desgastam `valorizando os defeitos' dos outros.
Por isso, os relacionamentos de hoje não duram.
A ausência de elogio está cada vez mais presente nas famílias de média e alta renda. Não vemos mais homens elogiando suas mulheres ou vice-versa, não vemos chefes elogiando o trabalho de seus subordinados, não vemos mais pais e filhos se elogiando; amigos, etc.

Só vemos pessoas valorizando artistas, cantores, pessoas que usam a imagem para ganhar dinheiro e que, por conseqüência são pessoas que tem a obrigação de cuidar do corpo, do rosto.

Essa ausência de elogio tem afetado muito as famílias.

A falta de diálogo em seus lares, o excesso de orgulho impede que as pessoas digam o que sentem e levam essa carência para dentro dos consultórios. Acabam com seus casamentos, acabam procurando em outras
pessoas o que não conseguem dentro de casa.

Vamos começar a valorizar nossas famílias, amigos, alunos, subordinados.
Vamos elogiar o bom profissional, a boa atitude, a ética, a beleza de nossos parceiros ou nossas parceiras, o comportamento de nossos filhos.
Vamos observar o que as pessoas gostam. O bom profissional gosta de ser reconhecido, o bom filho gosta de ser reconhecido, o bom pai ou a boa mãe gostam de ser reconhecidos, o bom amigo quer se sentir querido, a boa dona de casa valorizada, a mulher que se cuida, o homem que se cuida, enfim vivemos numa sociedade em que um precisa do outro; é impossível um homem viver sozinho, e os elogios são a motivação
na vida de qualquer pessoa.

Quantas pessoas você poderá fazer feliz hoje elogiando de alguma forma?
Comece agora!

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

O Crescimento do Cérebro

O processo de memorização é complexo envolvendo sofisticadas reações químicas e circuitos interligados de neurônios.

As células nervosas ou neurônios, quando são ativadas liberam hormônios ou neurotransmissores que atingem outras células nervosas através de ligações denominadas sinapses.

Os fatos antigos naturalmente têm mais tempo de se fixar em nosso banco de dados e daí sua melhor fixação, o que não ocorre com fatos recentes, que têm pouco tempo para se fixarem e ainda podem ter sua capacidade de fixação alterada por razões relacionadas a variações de estado emocional ou a problemas de ordem física.

Você sabia que toda vez que você aprende alguma coisa ou adquire alguma experiência, as células do seu cérebro sofrem uma alteração e essa alteração refletirá em seu comportamento?

Por exemplo, se você já passou por uma rua à noite e percebeu que ali haviam pessoas com aparência estranha e perigosa, você evitará passar por aquela rua novamente.

Ou, se uma criança levou um choque ao colocar o dedinho dentro de uma tomada elétrica, ela nunca mais emitirá aquele comportamento.

Nestes exemplos, o comportamento foi modificado em decorrência de uma experiência.Cadacélula cerebral(ou neurônio)contribui para o comportamento e para a atividade mental, conduzindo ou deixando de conduzir impulsos.

Todos os processos da memória são explicados em termos dessas descargas.

Neurônio



Neurônios recebem sinais nervosos de axônios de outros neurônios. A maioria dos sinais é liberada aos dendritos (1). Os sinais gerados por um neurônio são enviados através do corpo celular (2), que contém o núcleo (2a), o "armazém" de informações genéticas. Axônios (3) são as principais unidades condutoras do neurônio. O cone axonal (2b) é a região na qual os sinais das células são iniciados. Células de Schwann (6), as quais não são partes da célula nervosa, mas um dos tipos das células gliais, exercem a importante função de isolar neurônios por envolver seus processos membranosos ao redor do axônio formando a bainha de mielina (7), uma substância gordurosa que ajuda os axônios a transmitirem mensagens mais rapidamente do que as não mielinizadas. A mielina é quebrada em vários pontos pelos nodos of Ranvier (4), de forma que em uma secção transversal o neurônio se parece como um cordão de salsichas. Ramos do axônio de um neurônio (o neurônio pré-sináptico) transmitem sinais a outro neurônio (o neurônio pós-sináptico) em um local chamado sinapse (5). Os ramos de um único axônio podem formar sinapses com até 1000 outros neurônios.







Fig.1. A Estrutura do Neurônio. Um neurônio típico tem quatro regiões morfologicamente definidas: dendritos (1), corpo celular (2), axônio (3), e terminais pré-sinápticos (5).



As alterações celulares decorrentes da aprendizagem e memória são chamadas de plasticidade.

Elas se referem a uma alteração na eficiência das sinapses e podem aumentar a transmissão de impulsos nervosos, modulando assim o comportamento.

A experiência pode se dar por uma aprendizagem ativa ou pela convivência em lugares enriquecidos com indivíduos, cores, música, sons, livros, cheiros, etc.

Em laboratórios científicos também foi possível demonstrar que ratinhos apresentam um número muito maior de células cerebrais interconectadas umas com as outras quando eles vivem em conjunto em uma gaiola cheia de brinquedos como rodinhas, bolas, etc., do que os ratos que vivem em uma gaiola sozinhos e sem nada para fazer ou aprender.

Alguns dos maiores estudiosos do fenômeno da aprendizagem e memória na década de 40, Donald Hebb, de Montreal , e Jersy Konorski, da Polônia, foram os primeiros a acreditar que a memória deve envolver mudanças ou aumentos nos circuitos nervosos.

Circuitos nervosos são conjuntos de neurônios que se comunicam entre si através de junções denominadas de sinapses.





Retirado de Racicocínio Lógico Matemático, 2002. Tese de doutorado de Waldemar de Maio

Quando uma célula é ativada, é desencadeada a liberação de substâncias químicas nas sinapses, chamadas neurotransmissores, tornando-as mais efetivas. Pesquisas encontraram que neurônios "exercitados" possuem um número maior de ramificações (dendritos) se comunicando com dendritos de outros neurônios.

Assim, para que as memórias sejam criadas, é preciso que as células nervosas formem novas interconecções e novas moléculas de proteína.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Tipos e Características da Memória

Pense na diferença entre memorizar a data de aniversário de alguns amigos versus aprender a andar de bicicleta.

As diversas coisas que aprendemos e lembramos não são processadas sempre pelo mesmo mecanismo neural.

Existem diferentes categorias de memórias, entre elas estão:

A memória ultra-rápida cuja retenção não dura mais que alguns segundos.

A memória de curto prazo (ou curta duração), que dura minutos ou horas e serve para proporcionar a continuidade do nosso sentido do presente

A memória de longo prazo (ou de longa duração), que estabelece engramas (ou traços duradouros (dura dias, semanas ou mesmo anos).

Você acaba de ouvir o telefone ditado por alguém, mas em poucos segundos é incapaz de se lembrar de parte ou de todos aqueles números. Por que ?

Esta memória é temporária e limitada em sua capacidade, sendo armazenada por um tempo muito curto no cérebro, da ordem de milisegundos a poucos minutos. É a memória de curta duração.

Para que ela se torne permanente, ela requer atenção, repetições e idéias associativas. Mas, através de um mecanismo ainda não conhecido, você pode se lembrar subtamente de um fato esquecido, como aquele número de telefone que havia esquecido.

Neste caso, a informação foi armazenada na memória de longa duração que é mais permanente e tem uma capacidade muito mais ampla.

Para uma boa explicação sobre como é formada a memória de longa duração, veja o artigo do Prof. Izquierdo Os Labirintos da Memória.

O processo de armazenar novas informações na memória de longa duração é chamado de consolidação.

A memória para datas (ou fatos históricos e outros eventos) é mais fácil de se formar, mas ela é facilmente esquecida, enquanto que a memória para aprendizagem de habilidades tende a requerer repetição e prática.

Uma elaboração do conceito da memória de curta duração que tem sido feita nos últimos anos é a memória operacional (veja abaixo), um termo mais genérico para o armazenamento da informação temporária.

Muitos especialistas consideram memória de curta duração e memória operacional como a mesma coisa.

Entretanto, uma característica chave que distingue uma da outra é, não somente o seu aspecto operacional, como também as múltiplas regiões no cérebro onde o armazenamento temporário ocorre.

Isto implica que nós podemos não ser conscientes de todas as informações armazenadas ao mesmo tempo na memória operacional, nas diferentes partes do cérebro. Tomemos o exemplo de dirigir um carro. Esta é uma tarefa complexa que requer diversos tipos de informações processados simultaneamente, tais como a informação sensorial, cognitiva e motora.

Parece improvável que estes vários tipos de informação sejam armazenados em um único sistema de memória de curta duração.

Nossa habilidade de lembrar eventos não se reflete na operação de um único sistema de memória, mas em uma combinação de no mínimo duas estratégias usadas pelo cérebro para adquirir informação. Uma das estratégias é denominada de memória explicita, ou memória declarativa, requerendo participação consciente e envolvendo o hipocampo e o lobo temporal. a outra estratégia é a memória implícita, a qual não requer participação consciente, utilizando estruturas não corticais. Vejamos o significado de cada uma delas.





Memória operacional - é crucial tanto no momento da aquisição como no momento da evocação de toda e qualquer memória, declarativa ou não. Através dela armazenamos temporariamente informações que serão úteis apenas para o raciocínio imediato e a resolução de problemas, ou para a elaboração de comportamentos, podendo ser esquecidas logo a seguir. Em outras palavras, ela mantém a informação viva durante poucos segundos ou minutos, enquanto ela está sendo percebida ou processada. Armazenamos em nossa memória operacional, por exemplo, o local onde estacionamos o automóvel, uma informação que será necessária até o momento de chegarmos até o carro. Esta forma de memória é sustentada pela atividade elétrica de neurônios do córtex pré-frontal (a área do lobo frontal anterior ao cortex motor). Esses neurônios interagem com outros, através do cortex entorrinal, inclusive do hipocampo, durante a percepção, aquisição ou evocação.

Memória declarativa (ou explícita) é a memória para fatos e eventos, por exemplo, lembrança de datas, fatos históricos, números de telefone, etc. Reúne tudo o que podemos evocar por meio de palavras (daí o termo declarativa). Subcaracterizada em

• episódica- quando envolve eventos datados, isto é relacionados ao tempo. Usamos a memória episódica, por exemplo, quando lembramos do ataque terrorista em 11 de setembro.

• semântica- Abrange a memória do significado das palavras (do latin "significado").



É a co-participação partilhada do significado de uma palavra que possibilita às pessoas manterem conversas com significado. A memória semântica ocorre quando envolve conceitos atemporais. Usamos este tipo de memória ao aprender que Einstein criou a teoria da relatividade, ou que a capital da Itália é Roma.



Memória não-declarativa (ou implícita) - Se difere da explícita (declarativa) porque não precisa ser verbalizada (declarada). É a memória para procedimentos e habilidades, por exemplo, a habilidade para dirigir, jogar bola, dar um nó no cordão do sapato e da gravata, etc. Pode ser de quatro subtipos.

• memória adquirida e evocada por meio de "dicas" (Priming) (ou memória de representação perceptual) - que corresponde à imagem de um evento, preliminar à compreensão do que ele significa. Um objeto, por exemplo, pode ser retido nesse tipo de memória implícita antes que saibamos o que é, para que serve, etc. Considera-se que a memória pode ser evocada por meio de "dicas" (fragmentos de uma imagem, a primeira palavra de uma poesia, certos gestos, odores ou sons).

• memória de procedimentos - refere-se às habilidades e hábitos. Conhecemos os movimentos necessários para dar um nó em uma garvata, nadar, dirigir um carro, sem que seja preciso descrevê-lo verbalmente.

• memória associativa

• memória não-associativa - Estas duas últimas estão estretitamente relacionadas a algum tipo de resposta ou comportamento. Empregamos a memória associativa, por exemplo, quando começamos a salivar pelo simples fato de olhar para um alimento apetitoso, por termos, em algum momento de nossa vida associado seu aspecto ou cheiro à alimentação. Por outro lado, usamos a memória não associativa quando, sem nos darmos conta, aprendemos que um estímulo repetitivo, por exemplo, o latido de um cãozinho, não traz riscos, o que nos faz relaxar e ignorá-lo.





Adaptado de 1

O hipocampo e o cortex temporal (veja abaixo) parecem estar envolvidos na formação da memória declarativa, mas não na memória de procedimentos. Enquanto que certos núcleos do cerebelo e medula espinhal parecem ser necessários para a formação de memórias de procedimento, mas não intervêm na memória declarativa. Devido a esta organização anatômica, assume-se que a memória declarativa é controlada por mecanismos cerebrais superiores, enquanto que a memória de procedimentos parece depender de sistemas e regiões inferiores.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Memória

O que nos faz lembrar de uma detalhada história ocorrida no passado? Como deixamos fluir naturalmente as frases complicadas de longas canções? Por que nunca nos esquecemos de como se dirige um automóvel?
Nestes exemplos, a memória surge como um processo de retenção de informações no qual nossas experiências são arquivadas e recuperadas quando as chamamos. É uma função cerebral superior relacionada ao processo de retenção de informações obtidas em experiências vividas.

O termo memória tem sua origem etmológica no latim e significa a faculdade de reter e /ou readquirir idéias, imagens, expressões e conhecimentos adquiridos anteriormente reportando-se às lembranças, reminiscências.

A memória é uma faculdade cognitiva extremamente importante porque ela forma a base para a aprendizagem. Se não houvesse uma forma de armazenamento mental de representações do passado, não teríamos uma solução para tirar proveito da experiência. Assim, a memória

envolve um complexo mecanismo que abrange o arquivo e a recuperação de experiências, portanto, está intimamente associada à aprendizagem, que é a habilidade de mudarmos o nosso comportamento através das experiências que foram armazenadas na memória; em outras palavras, a aprendizagem é a aquisição de novos conhecimentos e a memória é a retenção daqueles conhecimentos aprendidos.

Esta intrigante faculdade mental forma a base de nosso conhecimento, estando envolvida com nossa orientação no tempo e no espaço e nossas habilidades intelectuais e mecânicas.

Assim, aprendizagem e memória são o suporte para todo o nosso conhecimento, habilidades e planejamento, fazendo-nos considerar o passado, nos situarmos no presente e prevermos o futuro.

sábado, 24 de setembro de 2011

Falta de memória é uma doença?

Meus pacientes sempre me perguntam...Falta de memória é uma doença?

Estudo relaciona falta de memória à variação genética
A memória depende de boas conexões entre neurônios
Uma ligeira alteração em um gene específico pode ser o fator determinante para aquela insistente falta de memória, segundo um estudo dos institutos nacionais americanos para a Saúde Mental, e para Saúde Infantil e Desenvolvimento Humano publicado no jornal especializado Cell.
Em média, pessoas que têm uma versão específica desse gene têm um desempenho pior em testes de memória, como lembrar-se do que aconteceu no dia anterior.
Isso parece ser causado por atividade anormal em uma região do cérebro chamada hipocampo, que conhecidamente controla a memória. Uma falha nas conexões dos neurônios dificulta o armazenamento da memória.
Os pesquisadores acreditam que o problema esteja ligado a uma substância química chamada fator neurotrófico derivado do cérebro (BDNF, na sigla inglesa), necessária para a saúde dos neurônios.
Duas versões
A produção da substância é controlada por este gene específico.
No entanto, os cientistas descobriram que algumas pessoas têm uma versão desse gene que não só produz BDNF em quantidades abaixo do normal como um tipo que não se movimenta entre os neurônios como deveria.
As pessoas herdam duas cópias do gene BDNF – do pai e da mãe – em uma dessas versões.
Mais de um terço das pessoas herdam uma cópia da versão apelidada de "met", que pouco se difere da versão comum.
É este o tipo que parece reduzir as taxas de produção de BDNF, danificando a memória.
Os pesquisadores acreditam que o "met" possa ter um papel importante no desenvolvimento do Mal de Alzheimer e outras doenças neurológicas.
No entanto, eles também acreditam que essa versão do gene tenha um efeito positivo, que ainda precisa ser descoberto.
Os cientistas americanos examinaram dados coletados para um outro estudo, sobre esquizofrenia.
Tomografias computadorizadas revelaram também que as pessoas que têm o gene "met" têm níveis de atividade cerebral diferentes no hipocampo.
Testes químicos indicaram que os neurônios destas pessoas eram menos saudáveis e menos aptos a fazer conexões com seus vizinhos.
Má comunicação
Os pesquisadores então usaram marcadores fluorescentes para tentar encontrar os motivos para essa falta de comunicação.
Eles descobriram que o BDNF produzido pela versão normal do gene se espalha por toda a célula e pelas estruturas ramificadas que formam as conexões com os outros neurônios.
No entanto, o BDNF produzido pela variação "met" tende a se acumular no meio das células, sem se espalhar para as áreas que fazem as conexões.
Os pesquisadores agora pretendem examinar o papel do BDNF no desenvolvimento do Alzheimer.
"Pode-se imaginar que uma doença como o Mal de Alzheimer, que destrói o hipocampo, possa produzir efeitos mais dramáticos ou ter uma evolução pior ou mais rápida em indivíduos que tenham os genes met", afirmou Daniel Weinberger, um dos cientistas do grupo.
"Fenômenos semelhantes podem acontecer durante o envelhecimento normal e a depressão."

Estou a disposição para dúvidas ou sugestões.
Um forte abraço,
Renata Milazzotti
Psicóloga Clínica
CRP 06/65865

sexta-feira, 4 de junho de 2010

O que é Psicoterapia Cognitivo-Comportamental?

É uma modalidade terapêutica muito ativa, tanto por parte do psicoterapeuta quanto do cliente. Ambos discutem quais são os objetivos, prioridades do tratamento, estratégias, atividades, procedimentos e técnicas que permitirão atingir estes objetivos e a reestruturação de seus pensamentos a partir de uma conceituação cognitiva de si (como identificar esses pensamentos, contesta-los e modifica-los de acordo com a realidade) e de seus problemas. Através da descoberta das crenças, dos comportamentos e emoções negativas que impedem o paciente de atuar satisfatoriamente em seu cotidiano, comprometendo seu bem estar, e através da busca de recursos internos para enfrentar seus problemas. O objetivo é ir aos poucos mudando as cognições a respeito de si mesmo, do mundo e do futuro, aprendendo e desenvolvendo alternativas e controle das próprias emoções e resolvendo seus problemas de forma autônoma.


Podemos dizer que não é uma situação que determina as emoções e comportamentos de um indivíduo, mas sim suas cognições (pensamentos) ou interpretações a respeito dessa situação. O que você pensa quando as coisas não dão certas, determinarão o que você vai sentir em seguida e o que vai acontecer depois: se você vai desistir ou se vai fazer com que as coisas dêem certas. Portanto, a explicação que cada pessoa tem a respeito das situações pode ser responsável pela vitória ou pela derrota. Força de vontade apenas não é suficiente para alcançar o sucesso. É necessário ter uma boa estrutura cognitiva para superar os obstáculos.

O Tratamento

Baseia-se fundamentalmente em medicação e psicoterapia, que juntos permitem melhorar o prognóstico e a qualidade de vida dessas pessoas. Atualmente se tem provado maior efetividade com o uso de Psicoterapias do tipo Cognitivo-Comportamental (pensamento e atitude).

Os sintomas em Adultos.

TDAH em adultos, ocorrem problemas de desatenção para coisas do cotidiano e do trabalho, bem como com a memória (são muito esquecidos). São inquietos, parece que só relaxam dormindo, vivem mudando de uma coisa para outra e também são impulsivos, “colocam os carros na frente dos bois”. Eles têm dificuldade em avaliar seu próprio comportamento e quanto isto afeta os demais à sua volta. São freqüentemente considerados “egoístas”. Eles têm uma grande freqüência de outros problemas associados, tais como o uso de drogas e álcool, ansiedade e depressão. Entre adultos, os maiores problemas referem-se ao desempenho profissional, como dificuldades em manter a atenção focada, com organização em geral, com planejamento de longo prazo e controle da impulsividade. Encontram-se também traços de instabilidade, além de pouca motivação ou incapacidade em engajar-se ou terminar atividades pouco estimulantes. Adultos diagnosticados como TDAH são muitas vezes considerados os workaholics na empresa em que atuam, pois dedicam mais tempo que necessário para algumas atividades, pois não têm concentração para concluir-las no tempo programado e também atuam de maneira impulsiva nos diversos segmentos de sua vida, não conseguem manter relacionamentos afetivos por médio e longo prazo.

Os sintomas na Infância.

TDAH na infância em geral se associa as dificuldades na escola e no relacionamento com demais crianças, pais e professores. As crianças são tidas como “avoadas”, “vivendo no mundo da lua” e geralmente são “estabanadas”, isto é, não param quietas por muito tempo. Os meninos tendem a ter mais sintomas de hiperatividade e impulsividade que as meninas, mas todos são desatentos. Crianças e adolescentes com TDAH podem apresentar problemas de comportamento, como por exemplo, dificuldades com regras e limites. Porém, vale ressaltar, que nem toda forma de agitação infantil quer dizer que ela tem o transtorno. Há vários outros problemas que podem camuflar os sintomas do TDAH, entre eles a hiperatividade ou a desatenção. Devemos evitar rótulos, como “criança hiperativa”, pois podem levar à discriminação e prejuízos de longo prazo.

Como identificar o TDAH?

Caracterizado primariamente por uma combinação de tipos de sintomas como desatenção, hiperatividade, inquietude e impulsividade.


Vale lembrar que os sintomas se manifestam em vários ambientes como; escola, casa, trabalho, viagens, etc. Os sintomas que aparecem em um só ambiente, como por exemplo, só em casa, só na escola, ou seja, em situações pontuais devem ser investigados com mais cuidado, para verificar se não são somente de fundo emocional.

Em crianças podem estar presentes desde os primeiros anos de vida. Já em adolescentes ou adultos, podem iniciar somente nessa fase sem histórico anterior. Eles demonstram ser “desligados”, com dificuldade de se organizar, seguir regras, normas e cometem erros em tarefas que requerem muita atenção e concentração. Estas características tendem a ser mais notadas pelos amigos, professores, colegas de trabalho e familiares que convivem com a pessoa.

TDAH - Transtorno de Deficit de Atenção e Hiperatividade

Muita gente convive com esse transtorno chamado TDAH - Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade, em geral essas pessoas também são muito agitadas e hiperativas.


Esse transtorno pode se dar por causas genéticas (desequilíbrio de algumas substancias do cérebro) que interferem na atenção, organização, planejamento, motivação, atividade motora e emocional, podendo ser agravado pelo uso de drogas e álcool.

Na maioria das vezes inicia-se na infância e não é superado na adolescência, ao contrário do que se pensava. Os sintomas, nessa fase, e em alguns casos parecem ser minimizados pelo fato de algumas pessoas desenvolverem estratégias para lidar com essa condição, e dessa maneira acabam por atenuar os sintomas.

Cerca de 65% das crianças diagnosticadas como portadoras do Transtorno, continuam com os sintomas de inquietude, embora mais leves, ao atingirem a idade adulta.