Páginas

CONTATO:

São Paulo, SP, Brazil
Consultório Morumbi: (11) 3758-2230 / 3758-1030/ Celular: (11) 99741-4017 E-mail: contato@renatamilazzotti.com.br Skype: psicologa.renatamilazzotti Possuimos convênio com algumas empresas. Consulte-nos.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Memória

O que nos faz lembrar de uma detalhada história ocorrida no passado? Como deixamos fluir naturalmente as frases complicadas de longas canções? Por que nunca nos esquecemos de como se dirige um automóvel?
Nestes exemplos, a memória surge como um processo de retenção de informações no qual nossas experiências são arquivadas e recuperadas quando as chamamos. É uma função cerebral superior relacionada ao processo de retenção de informações obtidas em experiências vividas.

O termo memória tem sua origem etmológica no latim e significa a faculdade de reter e /ou readquirir idéias, imagens, expressões e conhecimentos adquiridos anteriormente reportando-se às lembranças, reminiscências.

A memória é uma faculdade cognitiva extremamente importante porque ela forma a base para a aprendizagem. Se não houvesse uma forma de armazenamento mental de representações do passado, não teríamos uma solução para tirar proveito da experiência. Assim, a memória

envolve um complexo mecanismo que abrange o arquivo e a recuperação de experiências, portanto, está intimamente associada à aprendizagem, que é a habilidade de mudarmos o nosso comportamento através das experiências que foram armazenadas na memória; em outras palavras, a aprendizagem é a aquisição de novos conhecimentos e a memória é a retenção daqueles conhecimentos aprendidos.

Esta intrigante faculdade mental forma a base de nosso conhecimento, estando envolvida com nossa orientação no tempo e no espaço e nossas habilidades intelectuais e mecânicas.

Assim, aprendizagem e memória são o suporte para todo o nosso conhecimento, habilidades e planejamento, fazendo-nos considerar o passado, nos situarmos no presente e prevermos o futuro.

sábado, 24 de setembro de 2011

Falta de memória é uma doença?

Meus pacientes sempre me perguntam...Falta de memória é uma doença?

Estudo relaciona falta de memória à variação genética
A memória depende de boas conexões entre neurônios
Uma ligeira alteração em um gene específico pode ser o fator determinante para aquela insistente falta de memória, segundo um estudo dos institutos nacionais americanos para a Saúde Mental, e para Saúde Infantil e Desenvolvimento Humano publicado no jornal especializado Cell.
Em média, pessoas que têm uma versão específica desse gene têm um desempenho pior em testes de memória, como lembrar-se do que aconteceu no dia anterior.
Isso parece ser causado por atividade anormal em uma região do cérebro chamada hipocampo, que conhecidamente controla a memória. Uma falha nas conexões dos neurônios dificulta o armazenamento da memória.
Os pesquisadores acreditam que o problema esteja ligado a uma substância química chamada fator neurotrófico derivado do cérebro (BDNF, na sigla inglesa), necessária para a saúde dos neurônios.
Duas versões
A produção da substância é controlada por este gene específico.
No entanto, os cientistas descobriram que algumas pessoas têm uma versão desse gene que não só produz BDNF em quantidades abaixo do normal como um tipo que não se movimenta entre os neurônios como deveria.
As pessoas herdam duas cópias do gene BDNF – do pai e da mãe – em uma dessas versões.
Mais de um terço das pessoas herdam uma cópia da versão apelidada de "met", que pouco se difere da versão comum.
É este o tipo que parece reduzir as taxas de produção de BDNF, danificando a memória.
Os pesquisadores acreditam que o "met" possa ter um papel importante no desenvolvimento do Mal de Alzheimer e outras doenças neurológicas.
No entanto, eles também acreditam que essa versão do gene tenha um efeito positivo, que ainda precisa ser descoberto.
Os cientistas americanos examinaram dados coletados para um outro estudo, sobre esquizofrenia.
Tomografias computadorizadas revelaram também que as pessoas que têm o gene "met" têm níveis de atividade cerebral diferentes no hipocampo.
Testes químicos indicaram que os neurônios destas pessoas eram menos saudáveis e menos aptos a fazer conexões com seus vizinhos.
Má comunicação
Os pesquisadores então usaram marcadores fluorescentes para tentar encontrar os motivos para essa falta de comunicação.
Eles descobriram que o BDNF produzido pela versão normal do gene se espalha por toda a célula e pelas estruturas ramificadas que formam as conexões com os outros neurônios.
No entanto, o BDNF produzido pela variação "met" tende a se acumular no meio das células, sem se espalhar para as áreas que fazem as conexões.
Os pesquisadores agora pretendem examinar o papel do BDNF no desenvolvimento do Alzheimer.
"Pode-se imaginar que uma doença como o Mal de Alzheimer, que destrói o hipocampo, possa produzir efeitos mais dramáticos ou ter uma evolução pior ou mais rápida em indivíduos que tenham os genes met", afirmou Daniel Weinberger, um dos cientistas do grupo.
"Fenômenos semelhantes podem acontecer durante o envelhecimento normal e a depressão."

Estou a disposição para dúvidas ou sugestões.
Um forte abraço,
Renata Milazzotti
Psicóloga Clínica
CRP 06/65865

sexta-feira, 4 de junho de 2010

O que é Psicoterapia Cognitivo-Comportamental?

É uma modalidade terapêutica muito ativa, tanto por parte do psicoterapeuta quanto do cliente. Ambos discutem quais são os objetivos, prioridades do tratamento, estratégias, atividades, procedimentos e técnicas que permitirão atingir estes objetivos e a reestruturação de seus pensamentos a partir de uma conceituação cognitiva de si (como identificar esses pensamentos, contesta-los e modifica-los de acordo com a realidade) e de seus problemas. Através da descoberta das crenças, dos comportamentos e emoções negativas que impedem o paciente de atuar satisfatoriamente em seu cotidiano, comprometendo seu bem estar, e através da busca de recursos internos para enfrentar seus problemas. O objetivo é ir aos poucos mudando as cognições a respeito de si mesmo, do mundo e do futuro, aprendendo e desenvolvendo alternativas e controle das próprias emoções e resolvendo seus problemas de forma autônoma.


Podemos dizer que não é uma situação que determina as emoções e comportamentos de um indivíduo, mas sim suas cognições (pensamentos) ou interpretações a respeito dessa situação. O que você pensa quando as coisas não dão certas, determinarão o que você vai sentir em seguida e o que vai acontecer depois: se você vai desistir ou se vai fazer com que as coisas dêem certas. Portanto, a explicação que cada pessoa tem a respeito das situações pode ser responsável pela vitória ou pela derrota. Força de vontade apenas não é suficiente para alcançar o sucesso. É necessário ter uma boa estrutura cognitiva para superar os obstáculos.

O Tratamento

Baseia-se fundamentalmente em medicação e psicoterapia, que juntos permitem melhorar o prognóstico e a qualidade de vida dessas pessoas. Atualmente se tem provado maior efetividade com o uso de Psicoterapias do tipo Cognitivo-Comportamental (pensamento e atitude).

Os sintomas em Adultos.

TDAH em adultos, ocorrem problemas de desatenção para coisas do cotidiano e do trabalho, bem como com a memória (são muito esquecidos). São inquietos, parece que só relaxam dormindo, vivem mudando de uma coisa para outra e também são impulsivos, “colocam os carros na frente dos bois”. Eles têm dificuldade em avaliar seu próprio comportamento e quanto isto afeta os demais à sua volta. São freqüentemente considerados “egoístas”. Eles têm uma grande freqüência de outros problemas associados, tais como o uso de drogas e álcool, ansiedade e depressão. Entre adultos, os maiores problemas referem-se ao desempenho profissional, como dificuldades em manter a atenção focada, com organização em geral, com planejamento de longo prazo e controle da impulsividade. Encontram-se também traços de instabilidade, além de pouca motivação ou incapacidade em engajar-se ou terminar atividades pouco estimulantes. Adultos diagnosticados como TDAH são muitas vezes considerados os workaholics na empresa em que atuam, pois dedicam mais tempo que necessário para algumas atividades, pois não têm concentração para concluir-las no tempo programado e também atuam de maneira impulsiva nos diversos segmentos de sua vida, não conseguem manter relacionamentos afetivos por médio e longo prazo.

Os sintomas na Infância.

TDAH na infância em geral se associa as dificuldades na escola e no relacionamento com demais crianças, pais e professores. As crianças são tidas como “avoadas”, “vivendo no mundo da lua” e geralmente são “estabanadas”, isto é, não param quietas por muito tempo. Os meninos tendem a ter mais sintomas de hiperatividade e impulsividade que as meninas, mas todos são desatentos. Crianças e adolescentes com TDAH podem apresentar problemas de comportamento, como por exemplo, dificuldades com regras e limites. Porém, vale ressaltar, que nem toda forma de agitação infantil quer dizer que ela tem o transtorno. Há vários outros problemas que podem camuflar os sintomas do TDAH, entre eles a hiperatividade ou a desatenção. Devemos evitar rótulos, como “criança hiperativa”, pois podem levar à discriminação e prejuízos de longo prazo.

Como identificar o TDAH?

Caracterizado primariamente por uma combinação de tipos de sintomas como desatenção, hiperatividade, inquietude e impulsividade.


Vale lembrar que os sintomas se manifestam em vários ambientes como; escola, casa, trabalho, viagens, etc. Os sintomas que aparecem em um só ambiente, como por exemplo, só em casa, só na escola, ou seja, em situações pontuais devem ser investigados com mais cuidado, para verificar se não são somente de fundo emocional.

Em crianças podem estar presentes desde os primeiros anos de vida. Já em adolescentes ou adultos, podem iniciar somente nessa fase sem histórico anterior. Eles demonstram ser “desligados”, com dificuldade de se organizar, seguir regras, normas e cometem erros em tarefas que requerem muita atenção e concentração. Estas características tendem a ser mais notadas pelos amigos, professores, colegas de trabalho e familiares que convivem com a pessoa.

TDAH - Transtorno de Deficit de Atenção e Hiperatividade

Muita gente convive com esse transtorno chamado TDAH - Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade, em geral essas pessoas também são muito agitadas e hiperativas.


Esse transtorno pode se dar por causas genéticas (desequilíbrio de algumas substancias do cérebro) que interferem na atenção, organização, planejamento, motivação, atividade motora e emocional, podendo ser agravado pelo uso de drogas e álcool.

Na maioria das vezes inicia-se na infância e não é superado na adolescência, ao contrário do que se pensava. Os sintomas, nessa fase, e em alguns casos parecem ser minimizados pelo fato de algumas pessoas desenvolverem estratégias para lidar com essa condição, e dessa maneira acabam por atenuar os sintomas.

Cerca de 65% das crianças diagnosticadas como portadoras do Transtorno, continuam com os sintomas de inquietude, embora mais leves, ao atingirem a idade adulta.